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Hansenologistas brasileiros reiniciam as ações de busca ativa de pacientes com hanseníase

Data de publicação: 22/06/2022
Hansenologistas brasileiros reiniciam as ações de busca ativa de pacientes com hanseníase
atendimento a pacientes

 

Médicos e parceiros da SBH-Sociedade Brasileira de Hansenologia voltam a realizar ações de busca ativa de casos de hanseníase no país. A primeira ação desde o início da pandemia em 2020 foi realizada de 6 a 10 de junho no interior do Maranhão.

O projeto Hansen Pará-Maranhão-VALE está acontecendo em Imperatriz. Os especialistas visitaram casas de pessoas atingidas pela hanseníase e examinaram as famílias, coletando material e registrando casos de hanseníase.

O projeto, coordenado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e financiado pela companhia VALE, conta com profissionais parceiros da UFMA-Universidade Federal do Maranhão, Universidade CEUMA/Maranhão, CRNDS-Hansen-Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária da Faculdade de Medicina-USP Ribeirão e Colorado State University, acontecerá também em Marituba (Pará) e em São Luís (Maranhão), com previsão de término para 2024.

A SBH prioriza regiões brasileiras de alta endemicidade para a hanseníase, mas o presidente da entidade, médico dermatologista e hansenólogo Claudio Salgado, alerta que a doença está em todo o Brasil. “Há uma endemia oculta da doença e a estimativa é que o país tenha de três a cinco vezes mais pacientes de hanseníase do que apontam os números oficiais. Por isso, a preocupação não pode ficar restrita aos municípios ou países que diagnosticam muitos casos; o problema acontece também nas regiões que não têm registro ou que registram pouco”.

A hanseníase é transmitida por um bacilo e não escolhe idade, condição socioeconômica ou regiões, porém a transmissão do bacilo de pessoa doente para um contato saudável se dá com mais facilidade entre populações que sofrem com as condições precárias de aglomerados humanos. Porém, o médico Marco Andrey Cipriani Frade, coordenador do CRNDS-Hansen, lembra que “em um país como o Brasil, a doença está presente em todas as classes sociais e um exemplo, que pode ser replicado para todas as regiões brasileiras, é o fato de Ribeirão Preto se apresentar como o município com mais casos de hanseníase no Estado de São Paulo”. Segundo ele, o município vem capacitando os profissionais da atenção primária à saúde e isso é condição essencial para aumentar os diagnósticos.

A SBH explica que nas localidades em que os serviços de saúde estão capacitados há um aumento de casos no primeiro momento. “O esclarecimento da população e o aumento do diagnóstico de casos são condições essenciais para a quebra da cadeia de transmissão do bacilo e, então, o controle da doença”, explica Frade.

Em três dias, a equipe de 17 profissionais do projeto Hansen Pará-Maranhão-VALE, avaliou 112 contatos e detectou 23 (20,5%) casos novos, além de 4 recidivas entre os casos índices examinados. Dos 23 casos novos, 10 (43,4%) tinham grau 1 e 2 (8,7%) foram detectados com grau 2 de incapacidade física. Adicionalmente, em duas escolas foram examinados 65 estudantes e detectados 9 (13,8%) casos novos entre os escolares, nenhum deles com grau 2 e 3 (33,3%) com grau 1 de incapacidade física.

A SBH entende que a pandemia COVID-19 agravou o quadro delicado de anos de dificuldades no diagnóstico da hanseníase no Brasil e no mundo, mas reitera que a situação já era ruim mesmo antes da pandemia, e que esforços de todas as esferas de governo são necessários para reverter a situação atual de uma enorme endemia oculta, facilmente identificada em situações como esta.

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