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SBH reitera apoio ao documento da Relatoria Especial da ONU para Hanseníase

Data de publicação: 25/01/2019

 

O presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), Claudio Salgado, declarou nesta sexta-feira, 25 de janeiro, que o comunicado emitido dia 24 de janeiro, pela Relatoria Especial das Nações Unidas para Pessoas Afetadas pela Hanseníase e seus Familiares, é um “retrato do Brasil”.

Alice Cruz, a relatora especial, denuncia a falha dos Estados com as crianças, a falha dos sistemas de saúde em controlar a doença, a discriminação institucionalizada contra as pessoas afetadas pela hanseníase e chama a atenção para os casos de crianças impedidas de frequentar a escola.

“Vivemos todo este cenário no Brasil, em todas as regiões e todos os Estados brasileiros e está na hora de a sociedade civil voltar sua atenção para o problema de hanseníase que vitima não apenas adultos, mas as crianças e toda a família. O Brasil gasta milhões em indenizações por afastamentos temporários ou permanentes do trabalho. Os pacientes são diagnosticados depois de muitos anos convivendo com a doença. E a sociedade ainda repele este paciente, ignorando que ele não transmite a doença assim que inicia o tratamento. A falta de informação e o preconceito configuram uma chaga maior que a doença que é tratada gratuitamente no país e curável”, alerta Salgado.

Documento emitido pela Relatoria Especial das Nações Unidas:

Hanseníase: estamos falhando com nossas crianças

GENEBRA (24 de janeiro de 2019) - As crianças estão entre as mais vulneráveis ​​à hanseníase e enfrentam profundas mudanças em suas vidas devido às deficiências físicas e ao estigma associado a esta doença, afirma um especialista da ONU.

A hanseníase pode ser facilmente curada se for detectada e tratada precocemente. Caso contrário, pode causar danos irreversíveis aos nervos, extremidades e olhos.

Foram notificados 210.671 casos novos de hanseníase à Organização Mundial da Saúde em 2017, principalmente vindos da Índia, Brasil, Indonésia, Bangladesh, República Democrática do Congo, Etiópia, Madagascar, Moçambique, Myanmar, Nepal, Nigéria e Filipinas.

"As crianças afetadas pela hanseníase permanecem invisíveis e muitos casos não são detectados. Os dados disponíveis sobre as deficiências causadas pela hanseníase em crianças são vergonhosamente altos e indicam uma falha dos sistemas de saúde em controlar a hanseníase e protegê-los dessa doença", disse Alice Cruz, relatora especial das Nações Unidas para a eliminação da discriminação contra pessoas afetadas pela hanseníase e seus familiares, em declaração sobre o Dia Mundial da Hanseníase, celebrado em 27 de janeiro.

Alice Cruz afirmou que ainda existem leis arcaicas que discriminam as pessoas afetadas pela hanseníase em muitos países, tratando-as como párias. A relatora especial elogiou a decisão recente do Supremo Tribunal da Índia para a promoção e inclusão social das pessoas afetadas pela hanseníase, recomendando que sejam feitas mais revisões legais para eliminar a discriminação e reiterando a sua vontade de visitar e dar assistência aos Estados.

"Há mais de 50 países no mundo que mantêm em vigor leis discriminatórias contra as pessoas afetadas pela doença", diz. "Existem também vários relatos de discriminação institucionalizada contra as crianças afetadas pela hanseníase na administração do Estado, especialmente em serviços de educação. Muitas crianças são forçadas a deixar a escola e a rejeitar seus colegas e comunidades".

“É vergonhoso e inaceitável que estejamos falhando com nossos filhos. Os Estados têm a obrigação de protegê-los da hanseníase e da violência estrutural que causa impactos negativos ao longo da vida, finalizou”.

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