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Opinião pública é contra projeto do governo para encurtar o tempo de tratamento da hanseníase

Data de publicação: 08/01/2019

 

Acaba de ser publicado o resultado da consulta pública realizada pela CONITEC-Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS para a implantação de um novo esquema de tratamento para pacientes de hanseníase no Brasil. Mais de 95% das respostas são contrárias ao novo modelo de tratamento proposto pelo Ministério da Saúde. A pesquisa pode ser acessada no link http://bit.ly/consultapublicahanseniase .

O MDT-U ou Multidroga Terapia – Esquema Único, que o governo brasileiro quer adotar, reduz o tempo de tratamento para seis meses para todos os pacientes de hanseníase. Porém, mantém as mesmas drogas utilizadas há 40 anos. Com essas drogas, atualmente, o tratamento recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) é de seis meses para pacientes com poucos bacilos e pelo menos um ano para pacientes com muitos bacilos.

“A hanseníase tem cura, mas no Brasil ela ainda é diagnosticada tardiamente quando o paciente já apresenta sequelas incapacitantes; ou seja, em estágio avançado da doença. Por isso, o encurtamento do tratamento, que é feito à base de antibióticos, é um risco sério e levará o país ao agravamento deste cenário”, alerta Claudio Salgado, presidente da SBH e doutor em Imunologia da Pele pela Universidade de Tóquio.

A SBH ressalta que a OMS não recomenda, em suas diretrizes, o encurtamento do tratamento para seis meses. Várias sociedades médicas brasileiras já manifestaram oficialmente o apoio à campanha da SBH contra o MDT-U. Além delas, a sociedade de dermatologia indiana, que conta com mais de 10 mil médicos.

O Brasil é o segundo país com mais casos da doença – perde para a Índia. São cerca de 30 mil novos casos notificados a cada ano. Mas a SBH alerta que a doença não está sendo diagnosticada precocemente, que a hanseníase não é doença de uma única pessoa, sendo necessária a avaliação de todos os contatos de cada novo paciente, o que não é feito no país. Por isso, a entidade alerta que os números reais no Brasil sejam pelo menos cinco vezes maiores do que apontam os números oficiais.

Resultados da pesquisa CONITEC/Ministério da Saúde

Respostas à pergunta "o que você acha da implantação do MDT-U"?
Os números (e percentuais) são de pessoas ou entidades que se manifestaram na consulta pública. Foram 907 manifestações, sendo que 864 (95,25%) consideraram a proposta ruim ou muito ruim.

1. MUITO RUIM: 815 (89,86%)
2. RUIM: 49 (5,4%)
3. MUITO BOM: 32 (3,5%)
4. BOM: 7 (0,8%)
5. REGULAR: 4 (0,44%)

“Esperamos que o novo ministro da Saúde tome a decisão correta de arquivar este processo e que passe a atuar onde a hanseníase realmente precisa, proporcionando diagnóstico adequado, o mais precocemente possível, exame de contatos, prevenção de incapacidades físicas, suporte aos pacientes com sequelas e tratamento adequado, com novas drogas”, alerta Claudio Salgado.

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CREDESH Centro de Referência Nacional em Hanseníase/Dermatologia Sanitária

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