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Documento da Human Rights refere aos casos de hanseníase no Brasil

Data de publicação: 28/01/2018

 

Documento divulgado dia 28/2/2018, pelo escritório do Alto Comissariado da United Nations Human Rights, em Genebra, Suíça, volta-se para o problema da hanseníase no mundo e denuncia: “As pessoas afetadas pela hanseníase continuam a sofrer discriminação e falta de acesso à assistência médica”. Segundo o documento, “A lepra continua a ser uma doença negligenciada, com o maior número de casos na Índia, no Brasil e na Indonésia”. O alerta chama a atenção para o “Dia Mundial da Hanseníase”, que será em 28 de janeiro.

O assunto também é tema de artigo publicado, na última sexta-feira, 26, por hansenologistas ligados à Sociedade Brasileira de Hansenologia na The Lancet Infectious Diseases, considerada a revista de mais alto impacto entre as publicações científicas da área da infectologia, que questiona: “Os números oficiais da hanseníase no mundo são reais? 530 milhões de pessoas moram em países ‘em desenvolvimento’, que a OMS-Organização Mundial de Saúde apresenta como ‘sem registro’ de casos de hanseníase em 2016”.

Segundo o manifesto da Human Rights, "O fato de que isso ainda está acontecendo em 2018 mostra que há atrasos no diagnóstico e falta de acesso a um tratamento de alta qualidade. As crianças estão entre os que sofrem desnecessariamente”. O organismo divulga análises da relatora especial da ONU, Alice Cruz, nomeada em novembro de 2017 como o primeiro Relatos Especial da ONUna eliminação da discriminação de pessoas afetadas pela lepra e seus familiares.

Este alerta vem sendo feito reiteradamente pela SBH no Brasil e no exterior. O Brasil continua com alto índice de diagnósticos de hanseníase e, segundo a SBH o número real em território nacional pode ser de 3 a 5 vezes maior que os dados oficiais. “Falta diagnóstico, preparo dos profissionais de saúde, estrutura nos serviços de atenção básica à saúde, ensino nas universidades, atenção de autoridades e política estratégica de enfrentamento da doença”, diz o presidente da SBH, Claudio Salgado, da Universidade Federal do Pará, doutor em Medicina pela Universidade de Tóquio.

A SBH chama a atenção para a necessidade de o tema hanseníase voltar ao debate entre educadores, autoridades de várias áreas e, especialmente, governantes.

“Diante da situação, o Brasil não alcançará as duas principais metas propostas na estratégia global da Organização Mundial da Saúde contra a hanseníase até 2020: nenhuma criança diagnosticada com hanseníase e deformidades visíveis, e menos de 1 caso de hanseníase diagnosticado com deformidades visíveis para cada 1 milhão de habitantes. Nosso papel, neste momento, é ampliar os diagnósticos com treinamento, capacitação e supervisão permanentes, dar condições de tratamento digno aos doentes, e conseguir diagnosticar precocemente a hanseníase a fim de evitar sequelas para, só então, almejar o controle da doença no país, o que não se faz em poucos anos”, analisa Salgado. 

Segue link do documento da Hunan Rights: AQUI

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